Vale a pena, a este propósito, ver o artigo de Mário Carneiro retirado do ProfBlo g e que pode ser lido aqui ao lado em Clep Na Net
A rádio não é apenas um enorme gira-discos. A prova é este programa feito, aqui e agora, por gente de carne e osso que gosta de pensar, questionar e debater a sua terra e todo o mundo em que vive, sem limites nem formalismos castradores. Clepsidra (Clep prós amigos) Às Sextas, depois do noticiário das 10 da noite, uma porta escancarada às palavras e ideias com João Pedro Gonçalves, António Apolinário Lourenço e Serafim Duarte. www.ruc.fm
Clepsidra em toda a rede
CLEP 28 de março de 2014
Clep 28 de Fevereiro de 2014
Clepsidra de 26 de março de 2010
Conversas de Café à mesa da Rádio de 8 de Julho de2011
Clep de 1 de Julho de 2011
Sexta, 17 de Julho de 2011
Clep_25_2_2011
Clep de 7 de dezembro de 2012
clep_18_2_2011
clep 11_2_2011
Clep 14_01_2011
Clep 5 de Novembro de 2010
Serafim Duarte, António Pinheiro, Filipe Sousa para uma discussão espicaçada por João Pedro Gonçalves. O país e o mundo louco em que vivemos, a falta de ossatura dos políticos da actualidade. Tudo isto num espaço que se prepara para ser a praia da China no ocidente...
Clep de 25 de Junho de 2010
Conversas de Café à Mesa da Rádio
Personagens e intérpretes, por ordem de entrada em cena:
João Pedro Gonçalves,
Filipe Sousa,
António Pinheiro,
Serafim Duarte.
Do Futebol à venda das ilhas Gregas para pagar a crise, com a questão se esse não seria um caminho a seguir, desde já, por Portugal.
Que tal a Madeira vendida com o animador Alberto João e, ainda, um bónus chamado José Sócrates. Pelo meio ficaram os dados — altamente positivos — relativamente ao aumento estrondoso do número de hiper-ricos em Portugal. Um dado que, certamente por esquecimento o Primeiro-ministro não frisou hoje no parlamento, ele que tanto gosta de dar boas notícias...
Conversas de Café à Mesa da Rádio
CLEP de 30 de Abril de 2010
As palavras e o som da Clep
Conversas de Café à Mesa da Rádio 26/3/2010
A música em quantidade generosa, e a talhe de foice, na primeira parte desta emissão da clep.
Daqui a pouco vai chegar o António Pinheiro que melhor que ninguém fala do novo presidente do PSD. Os resultados só serão conhecidos daqui a cerca de três horas, mas isso na Clep não significa nada. Pedro Passos Coelho, e não outro dos três concorrentes, é esmiuçado por alguém que com ele trabalhou na jota. Conversa à clepsidra sem meiguices nem rodriguinhos como tanto gostam os ouvintes da Tasmânia
Clepsidra de 19 de Março de 2010
Falta a vermelho nesta edição da Clep para o António Pinheiro e o Filipe Sousa.
Desempenho de mérito do Francisco Costa, do Serafim Duarte, do Tó Oliveira e, claro, do João Pedro Gonçalves.
Livro de Reclamações aberto em clepnanet@gmail.com
Clepsidra de 12 de Março de 2010
Clep de 26 de Fevereiro de 2010
Clep 19 de Fevereiro de 2010
Clep de 12 de Fevereiro de 2010
Clep 5 de Fev 2010
Clep de 29 de Janeiro de 2010
Clepsidra 23 de Outubro de 2009
Clep de 4 de Setembro de 2009
Clep de 3 de Julho de 2009
Afinal o Serafim não dorme...
Só na cabeça distraída e apressada do João Pedro é que o Bloco e o PSD convergem.
Se não fosse tão apressado a mandar palpites e sound bites, concluiria de forma bem diferente.
As críticas às agências de rating não são da mesma natureza. Aliás já agora a convergência na crítica é extensível às outras forças políticas.
Mas, como tentei dizer no programa:
1. As críticas às agências de rating por parte da direita no poder são hipócritas, inconsequentes e deslocadas. Ainda há bem pouco tempo criticavam os críticos das agências de rating, argumentando que elas só faziam o que lhes competia e que o governo (de Sócrates) é que não estava a fazer o que devia. Moral da história as “opiniões” das agências de rating são boas quando servem a estratégia dos partidos da direita neoliberal na oposição. São inaceitáveis, incompreensíveis e inaceitáveis, quando fazem exactamente o mesmo que sempre fizeram, mas desta vez aos que se dizem ideologicamente seus seguidores … são muito mauzinhos.
2. A crítica que faço é de natureza bem diferente. As agências de rating fazem aquilo que sempre fizeram, e muito bem, atacar empresas e países que se encontrem em situação de maior fragilidade, mas que constituam excelentes oportunidades de mercado. Por outras palavras agrava-se a sua classificação nos ratings, restringindo-lhes o acesso aos mercados financeiros e impondo-lhes taxas de juros elevadíssimas, literalmente asfixiando-os, para depois, completamente subjugados, lhes impor os “ajustamentos estruturais” (linguagem dos mercados financeiros) considerados necessários e imprescindíveis aos seus objectivos supremos: mercados livres de qualquer constrangimento. Ou seja menos Estado, livre de encargos sociais, mercado de trabalho liberalizado e desregulamentado, ataque aos sindicatos e à contratação colectiva de trabalho, atomização das relações laborais, condição essencial para despedir sem entraves, eliminar benefícios sociais, reduzir salários, e assim tornar mais apetitosas as empresas e sectores a privatizar.
3. A táctica dos neoliberais que há muito dominam o FMI, o Banco Mundial e as agências de rating que constituem, aliás, papel fundamental na sua estratégia de guerra económica pela cruzada do mercado livre levada a cabo em todo o mundo pelos seguidores de Milton Friedman, os boys de Chicago, tem sido sempre a mesma em todo o mundo. Em situações de crise económica, a sua intervenção dita de ajuda, consiste sempre em impor condições dacronianas que subjuguem inteiramente os governos às suas políticas de tábua rasa do estado social, de privatização acelerada de todos os activos ainda nacionalizados ou detidos em parte pelo governo, saldando-os ao desbarato às grandes empresas e interesses financeiros internacionais.
4. É exactamente isto que está em marcha. Por isso os ataques dos mercados financeiros à dívida pública, impondo-lhe juros incomportáveis, vão continuar, até atingir totalmente os seus objectivos. O choque económico a infligir tem de ser suficientemente forte e profundo de modo a remover qualquer resistência às chamadas terapias de choque impostas pelo FMI.
5. Por último, uma citação muito ilustrativa de um ex-funcionário do FMI que abandonou a instituição em ruptura com as suas políticas e escreveu uma carta em que a dada altura caracteriza todo o programa de ajustamento estrutural do FMI como uma forma de tortura em massa na qual “os governos e os povos que gritam de dor são forçados a ajoelharem-se perante nós [FMI], de espírito quebrado e aterrorizados e desintegrados, implorando por uma réstia de bom senso e de decência da nossa parte. Mas nós rimo-nos cruelmente nas caras deles, e a tortura continua inabalável”. (Cit, in Noami Klein, A Doutrina do Choque. Ascensão do capitalismo de desastre, Smartbook, Lisboa, 2009, p. 290)
Educação
Vale a pena, a este propósito, ver o artigo de Mário Carneiro retirado do ProfBlo g e que pode ser lido aqui ao lado em Clep Na Net
Um Estúdio cheiinho que nem um ovo. Para ouvir aqui ao lado...
Programa da Rádio Universidade de Coimbra
Clep para os amigos
O Francisco chegou mais cedo e aproveitou a presença do Zé Braga para lançar os primeiros "bitaites". O rapaz, que ali se encontrava para fazer o seu programa com uma antecedência só comparável à daqueles que vão para as filas comprar os bilhetes para os U2 para daqui a um ano, aproveitou para lançar algumas bocas com aquela suavidade dos adeptos do FCP (fê-quê-pê).
Logo a seguir o Serafim instalou-se preparado para não desapontar o seu vasto auditório feminino, masculino e neutro.
Logo a seguir o João Pedro chegou e aproveitou o facto de não ter de conduzir a emissão, par descontraidamente tratar dos energúmenos que enxameiam esta sociedade.
Mais à frente o Pinheiro, contratado para ter um discurso mais próximo do regime chegou. Tentou como habitualmente fazer o elogio das medidas sociais democratas e liberais do PS e do PSD e explanar as virtudes dos rankings de toda a maneira e feitio, mas o Francisco absorvido pela análise dos jornais não lhe deu o som que ele merecia.
SÓ ELES DOIS: O Condão do Rotativismo
Assiste-se neste momento a uma tentativa de interpretar os resultados eleito

rais para o Parlamento Europeu em Portugal de acordo com os interesses daqueles que influenciam as decisões editoriais dos grandes órgãos de informação portugueses especialmente da televisão e da rádio.
Anda agora na TSF José Pedro Aguiar Branco do PSD dizia que estes resultados são uma penalização ao facto do candidato Vital Moreira ter introduzido na campanha o tema da ligação do BPN a figuras do PSD. Ora isso não justifica a derrota estrondosa do PS. Justifica sim o facto do PSD, estar já a traçar o seu regresso ao poder aproveitando todo o tr
a
balho de Sócrates no sentido do desmantelar do estado social e no vergar das condições dos trabalhadores para níveis nunca vistos no estado democrático do pós 25 de Abril.
O facto de se insistir na discussão a dois PS e PSD tentando esconder outra realidade política claramente emergente, revela subserviência aos grandes interesses instalados no país e na Europa, talvez o pânico de não sobreviver sem os apoios publicitários das grandes empresas controladas por barões destes dois partidos.
Revela, além do mais vistas curtas e significará para aqueles que insistirem neste caminho do destaque sempre às mesmas figuras a descredibilização perante a opinião pública, à semelhança do que se passa actualmente com Sócrates e os seus ministros.
João Pedro Gonçalves

Serafim Duarte, Grande Timoneiro da Clep na emissão deste fim de semana.
A perspectiva do Professor

VITÓRIA DE PIRRO ?! ...
Serafim Duarte
Por mais esforço de compreensão que faça não consigo descortinar qual a vitória alcançada. Quando muito nesta guerra ganhou-se uma batalha, impondo um ligeiro recuo ao ME. Na prática, o ganho, resume-se à aceitação por parte do ME de uma inevitabilidade que decorria das condições no terreno e que consiste em aceitar que a avaliação dos contratados se processe pelos mínimos e de forma simplificada, como aliás, uma boa parte das escolas, se não a maioria, já tinha decidido fazer.
A única vitória que descortino e que nem sequer representa grande recuo do ME, pois que não põe em causa nem belisca o modelo de avaliação, é o facto de se uniformizar os procedimentos de avaliação à escala nacional. Diga-se em abono da verdade que já várias escolas pavlovianas e acríticas avaliaram os contratados de acordo com o novo modelo, com aulas assistidas e tudo. O Professor é o lobo do professor. Infelizmente, há sempre alguns prontos a aplicar tudo o que lhes vem de cima com enorme prontidão e solicitude. Uns por que aspiram a ser os novos directores, outros por que se devem ter em muito boa conta de Excelentes (executores das políticas do ME) outros ainda, sabe-se lá porquê... seguidismo, falta de integridade intelectual, ambição pessoal, ou pura e simplesmente acordo com as políticas do Governo.
Parece-me de facto uma vitória de Pirro. À semelhança do general grego que depois de derrotar os romanos na batalha de Ásculo, à custa de numerosas baixas, dizia: "mais uma vitória como esta e estarei perdido".
O que é que afinal se ganhou?
Diz a ministra e com alguma razão que não recuou. Com efeito, jogou bem, deixou cair uma questão menor, para salvaguardar o essencial. Como se afirma no site do Ministério: " A avaliação dos professores far-se-á sem interrupções, nem suspensões, nem adiamentos, e para todos os docentes."
Esta é que é a questão fundamental. O modelo de avaliação continua incólume e é para avançar.
É certo que representa um avanço a participação dos sindicatos numa comissão paritária com a administração educativa, mas não há garantia nenhuma de que o ME recue naquilo que constitui para nós uma questão essencial: a excessiva burocratização do processo, o esmagamento dos professores com dezenas de itens de avaliação e descritores surreais, a farsa das aulas assistidas, planificações, planos e mais planos, papéis e mais papéis, que nos desviam e roubam o precioso tempo para aquilo que é crucial: o trabalho concreto em sala de aula com os nossos alunos, desenvolvendo os nossos projectos.
Em 2008 - 2009 é tudo para aplicar como está e só em Junho e Julho de 2009 é que haverá lugar a uma eventual negociação, "com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações, que tomará em consideração a avaliação do modelo, os elementos obtidos até então no processo de acompanhamento, avaliação e monitorização de primeiro ciclo de aplicação, bem como as propostas sindicais."
Para além de se manter intacta toda a concepção avaliativacom a sua estrutura, mecanismos e instrumentos, na sua globalidade inaceitáveis, o cerne da nossa luta que é o Estatuto da Carreira Docente, fonte primordial de todos os males, pode ficar bastante prejudicada.
Muito sinceramente temo que os/as professores/as, perante esta conversa anestesiante da "vitória" desarmem ou desanimem perante tão fracos resultados e se conformem, resignando-se e abdicando da luta.
Era preciso que a Plataforma sindical, em vez de cantar vitória, sublinhasse de forma bastante clara que houve um recuo, sim, mas que muito limitado. Seria necessário afirmar que as razões da luta se mantêm e não passar a mensagem que vão aproveitar o dia D para explicar aos professores as razões do entendimento com o ME.
Sinceramente vitórias destas, correm o risco de nos fazer perder o grosso do exército e quando for necessário mobilizar as tropas, metade ou mais já terá desertado, por mera desilusão, por conformismo, por desistência, ...
É certo que numa negociação sindical se deve ter a inteligência e a flexibilidade de por vezes ter de ceder e deixar cair algumas reivindicações menores. Não se pode ir para uma negociação com uma perspectiva maximalista do tipo ou tudo ou nada. Porém, a tentação de fazer proclamações tonitruantes de vitória, ainda por cima quando ela não é clara e perceptível por todos/as é um enorme perigo a que os sindicatos não resistiram e deviam tê-lo feito. Mais importante do que cantar vitórias era reforçar a disposição para a luta aproveitando a mobilização.
Importante, de facto, era que nos mantivéssemos unidos emperrando por todos os meios ao nosso alcance esta avaliação iníqua e injusta que mais não é do que um instrumento, articulado com o ECD, para dificultar a progressão na carreira, permitindo ao Estado poupar largos milhões de euros.
Aguardo com expectativa o que é que os sindicatos vão dizer aos professores no dia D e quais as expectativas de luta que vão ser apontadas (?).
Espero que não tenham vendido a luta dos professores/as por pouco mais do que um prato de lentilhas.
Tanto mais que as razões do nosso descontentamento, não se resumem à problemática da avaliação. A clamorosa injustiça da divisão da carreira e a impossibilidade de progressão na mesma até ao topo; o novo modelo de gestão que mais não é do que uma autêntica auto-estrada aberta à autocracia e a um modelo de escola pública profundamente hierarquizada e perfeitamente manietada que anulará de vez o único espaço de liberdade que, apesar de tudo, ainda subsiste e resiste ao controlo absoluto dos poderes centrais / locais; a ameaça de municipalização total do ensino básico, o que implicará, a prazo, o recrutamento de pessoal docente, inaugurando mais uma época áurea de regabofe clubístico-partidário. Tudo em nome de uma maior autonomia, meramente nominal, e de uma descentralização das políticas educativas, que apenas criará novas centralidades, porventura bem mais cerceadoras e controleiras, por parte dos presidentes dos municípios. Os mesmos presidentes que já se desdobram de forma omnipotente e omnipresente em múltiplas e tentaculares actividades locais que vão desde o clube de futebol local, passando pelas associações, agremiações e corporações várias, Bombeiros, Rotários e outras sinecuras afins, passarão também a controlar a escola transformando-a em mais uma agência de emprego para os amigos e protegidos. As Educação, juntamente com a Saúde são praticamente os únicos sectores que ainda resistem à voragem privatizadora. Se não nos soubermos opor, não será por muito tempo.
As razões do nosso descontentamento e consequentemente da nossa luta por uma Escola pública para todos de qualidade mantêm-se, pois, no essencial, exigindo de todos nós: professores, pais, alunos e cidadãos em geral um maior empenhamento e participação.
Serafim Duarte

Era uma Vez...
O Carteiro
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