Segunda-feira

SÓ ELES DOIS: O Condão do Rotativismo

 Assiste-se neste momento a uma tentativa de interpretar os resultados eleito

rais para  o Parlamento Europeu em Portugal de acordo com os interesses daqueles que influenciam as decisões editoriais dos grandes órgãos de informação portugueses especialmente da televisão e da rádio.


 Anda agora na TSF José Pedro Aguiar Branco do PSD dizia que estes resultados são uma penalização ao facto do candidato Vital Moreira ter introduzido na campanha o tema da ligação do BPN a figuras do PSD. Ora isso não justifica a derrota estrondosa do PS. Justifica sim o facto do PSD, estar já a traçar o seu regresso ao poder aproveitando todo o tr

a

balho de Sócrates no sentido do desmantelar do estado social e no vergar das condições dos trabalhadores para níveis nunca vistos no estado democrático do pós 25 de Abril.


 O facto de se insistir na discussão a dois PS e PSD tentando esconder outra realidade política claramente emergente, revela subserviência aos grandes interesses instalados no país e na Europa, talvez o pânico de não sobreviver sem os apoios publicitários das grandes empresas controladas por barões destes dois partidos.


 Revela, além do mais vistas curtas e significará para aqueles que insistirem neste caminho do destaque sempre às mesmas figuras a descredibilização perante a opinião pública, à semelhança do que se passa actualmente com Sócrates e os seus ministros.


João Pedro Gonçalves 

Creio que o actual caminho seguido por Obama do lá de lá do Atlântico e aquele que em sentido contrário se verifica em Portugal justifica a "repristinação"(;-) deste artigo.

Há dias tive oportunidade de ver o filme John Q.(2002) de Nick Cassavetes, com Denzel Washigton no principal papel. O filme retrata a situação de um vulgar trabalhador, aparentemente nos Estados Unidos (embora pareça que o filme foi realizado no Canadá) que se vê confrontado com a necessidade de cuidados de saúde para um seu familiar. Nesse país rico isso constitui um sério problema. A assistência está dependente de um seguro e, como em todo o lado, sempre que o estrago é grande essas companhias só não fogem com o rabo à seringa se não poderem.
Fico por momentos orgulhoso do país que me viu nascer. Aqui tal como na Suécia um ataque cardíaco é enfrentado desde o início com o mesmo empenho, pelos mesmos profissionais quer a pessoa tenha seguro, seja branca, preta, amarela, careca ou cabeluda. Entretanto fico por momentos na dúvida. Será que na ânsia de tudo imitar e na reverência que caracteriza muitos dos nossos responsáveis políticos em relação à grande superpotência lhes passou pela cabeça acabar com este bem-estar português. Será que alguém com tino na cabeça pensou substituir esta responsabilidade do Estado pelos interesses de seguradoras privadas?

Voltando ao filme John Q., resolvi dar uma espreitadela pelos comentários a ele feitos, existentes da net. Lauro Dermios com “trela” mais dourada ou do tipo “pichebeque” de imitação não faltam. Não faltam os conhecimentos sobre os filmes realizados, os actores e os papeis desempenhados, os prémios atribuídos. Até a paternidade do realizador Nick Cassavetes é referida. Não sei por que não se prossegue no caminho e se apresenta o pai e a mãe de Denzel Washigton e, já agora, porque não, de todo o elenco.


Apetece-me alfinetar todos eles. Isso mesmo! Todos no mesmo Saco! Cá vai o alfinete.
Interessantes são todos os vossos comentários apresentados. Certamente são os possíveis por parte de pessoas que se consideram especialistas em cinema, como se pudesse ser isso, como se é, por exemplo, especialista em petróleos ou em lagares de Azeite. Nada foi opinado sobre a mensagem do filme e a sua oportunidade. Numa altura em que o mundo ocidental alegremente se vai suicidando e enterrando os valores sociais e as obrigações do estado, este filme deveria constituir uma pedrada no charco vista, pelo menos, por todos aqueles que não dependem do aluguer da caneta para pagarem o big mac do McDonald's.

Receita: Usar a própria cabeça e não a dos famosos da arte e passar pelo oftalmologista.



João Pedro Gonçalves

Domingo

Este sítio tem uma alma gémea aqui ao lado


Desde a semana passada, As Conversas de Café à Mesa da Rádio, incluem um tempero informático.

É o Click na Clep, servido pelo António Oliveira (Tó para os amigos),
ajudando todos os outros elementos do painel na sua confecção.

Esta semana, entre outras coisas, falou-se de redes sociais na Internet e o Tó sugere estes links sobre a matéria. Só para os mais gulosos...
 



Segunda-feira

A Clep mais pequena de sempre aconteceu esta semana. Pouco mais de dez minutos, foi o tempo que sobrou depois da vitória da Académica. 
Mesmo assim, o painel de bordo indicava a presença de vários irredutíveis ouvintes da Clep espalhados pelo Globo; das frígidas terras da Antárctida, passando pelas quentes areias do Sahara  até às darwinianas Galápagos.

Os mais assíduos repararam — alguns até bateram palmas— que temos nas Conversas de Café à Mesa da Rádio uma nova rubrica animada pelo António Oliveira. Informática e tudo o que à sua volta roda, é o assunto. Click na Clep é o título que me apetece dar-lhe. O que acha(s)?
João Pedro Gonçalves

Sábado


Serafim Duarte, Grande Timoneiro da Clep na emissão deste fim de semana.
Rádio, Jornais...
Será que a televisão anda cega?
Ver+ em http://clepnanet.blogspot.com



Domingo

A perspectiva do Professor


VITÓRIA DE PIRRO ?! ...
Serafim Duarte

Estou a ter imensa dificuldade em digerir esta "vitória" de Pirro que a Plataforma sindical proclama.

Por mais esforço de compreensão que faça não consigo descortinar qual a vitória alcançada. Quando muito nesta guerra ganhou-se uma batalha, impondo um ligeiro recuo ao ME. Na prática, o ganho, resume-se à aceitação por parte do ME de uma inevitabilidade que decorria das condições no terreno e que consiste em aceitar que a avaliação dos contratados se processe pelos mínimos e de forma simplificada, como aliás, uma boa parte das escolas, se não a maioria, já tinha decidido fazer.
A única vitória que descortino e que nem sequer representa grande recuo do ME, pois que não põe em causa nem belisca o modelo de avaliação, é o facto de se uniformizar os procedimentos de avaliação à escala nacional. Diga-se em abono da verdade que já várias escolas pavlovianas e acríticas avaliaram os contratados de acordo com o novo modelo, com aulas assistidas e tudo. O Professor é o lobo do professor. Infelizmente, há sempre alguns prontos a aplicar tudo o que lhes vem de cima com enorme prontidão e solicitude. Uns por que aspiram a ser os novos directores, outros por que se devem ter em muito boa conta de Excelentes (executores das políticas do ME) outros ainda, sabe-se lá porquê... seguidismo, falta de integridade intelectual, ambição pessoal, ou pura e simplesmente acordo com as políticas do Governo.
Parece-me de facto uma vitória de Pirro. À semelhança do general grego que depois de derrotar os romanos na batalha de Ásculo, à custa de numerosas baixas, dizia: "mais uma vitória como esta e estarei perdido".
O que é que afinal se ganhou?
Diz a ministra e com alguma razão que não recuou. Com efeito, jogou bem, deixou cair uma questão menor, para salvaguardar o essencial. Como se afirma no site do Ministério: " A avaliação dos professores far-se-á sem interrupções, nem suspensões, nem adiamentos, e para todos os docentes."
Esta é que é a questão fundamental. O modelo de avaliação continua incólume e é para avançar.
É certo que representa um avanço a participação dos sindicatos numa comissão paritária com a administração educativa, mas não há garantia nenhuma de que o ME recue naquilo que constitui para nós uma questão essencial: a excessiva burocratização do processo, o esmagamento dos professores com dezenas de itens de avaliação e descritores surreais, a farsa das aulas assistidas, planificações, planos e mais planos, papéis e mais papéis, que nos desviam e roubam o precioso tempo para aquilo que é crucial: o trabalho concreto em sala de aula com os nossos alunos, desenvolvendo os nossos projectos.
Em 2008 - 2009 é tudo para aplicar como está e só em Junho e Julho de 2009 é que haverá lugar a uma eventual negociação, "com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações, que tomará em consideração a avaliação do modelo, os elementos obtidos até então no processo de acompanhamento, avaliação e monitorização de primeiro ciclo de aplicação, bem como as propostas sindicais."
Para além de se manter intacta toda a concepção avaliativacom a sua estrutura, mecanismos e instrumentos, na sua globalidade inaceitáveis, o cerne da nossa luta que é o Estatuto da Carreira Docente, fonte primordial de todos os males, pode ficar bastante prejudicada.
Muito sinceramente temo que os/as professores/as, perante esta conversa anestesiante da "vitória" desarmem ou desanimem perante tão fracos resultados e se conformem, resignando-se e abdicando da luta.
Era preciso que a Plataforma sindical, em vez de cantar vitória, sublinhasse de forma bastante clara que houve um recuo, sim, mas que muito limitado. Seria necessário afirmar que as razões da luta se mantêm e não passar a mensagem que vão aproveitar o dia D para explicar aos professores as razões do entendimento com o ME.
Sinceramente vitórias destas, correm o risco de nos fazer perder o grosso do exército e quando for necessário mobilizar as tropas, metade ou mais já terá desertado, por mera desilusão, por conformismo, por desistência, ...
É certo que numa negociação sindical se deve ter a inteligência e a flexibilidade de por vezes ter de ceder e deixar cair algumas reivindicações menores. Não se pode ir para uma negociação com uma perspectiva maximalista do tipo ou tudo ou nada. Porém, a tentação de fazer proclamações tonitruantes de vitória, ainda por cima quando ela não é clara e perceptível por todos/as é um enorme perigo a que os sindicatos não resistiram e deviam tê-lo feito. Mais importante do que cantar vitórias era reforçar a disposição para a luta aproveitando a mobilização.
Importante, de facto, era que nos mantivéssemos unidos emperrando por todos os meios ao nosso alcance esta avaliação iníqua e injusta que mais não é do que um instrumento, articulado com o ECD, para dificultar a progressão na carreira, permitindo ao Estado poupar largos milhões de euros.
Aguardo com expectativa o que é que os sindicatos vão dizer aos professores no dia D e quais as expectativas de luta que vão ser apontadas (?).
Espero que não tenham vendido a luta dos professores/as por pouco mais do que um prato de lentilhas.
Tanto mais que as razões do nosso descontentamento, não se resumem à problemática da avaliação. A clamorosa injustiça da divisão da carreira e a impossibilidade de progressão na mesma até ao topo; o novo modelo de gestão que mais não é do que uma autêntica auto-estrada aberta à autocracia e a um modelo de escola pública profundamente hierarquizada e perfeitamente manietada que anulará de vez o único espaço de liberdade que, apesar de tudo, ainda subsiste e resiste ao controlo absoluto dos poderes centrais / locais; a ameaça de municipalização total do ensino básico, o que implicará, a prazo, o recrutamento de pessoal docente, inaugurando mais uma época áurea de regabofe clubístico-partidário. Tudo em nome de uma maior autonomia, meramente nominal, e de uma descentralização das políticas educativas, que apenas criará novas centralidades, porventura bem mais cerceadoras e controleiras, por parte dos presidentes dos municípios. Os mesmos presidentes que já se desdobram de forma omnipotente e omnipresente em múltiplas e tentaculares actividades locais que vão desde o clube de futebol local, passando pelas associações, agremiações e corporações várias, Bombeiros, Rotários e outras sinecuras afins, passarão também a controlar a escola transformando-a em mais uma agência de emprego para os amigos e protegidos. As Educação, juntamente com a Saúde são praticamente os únicos sectores que ainda resistem à voragem privatizadora. Se não nos soubermos opor, não será por muito tempo.
As razões do nosso descontentamento e consequentemente da nossa luta por uma Escola pública para todos de qualidade mantêm-se, pois, no essencial, exigindo de todos nós: professores, pais, alunos e cidadãos em geral um maior empenhamento e participação.
Serafim Duarte

Quinta-feira


Será de Coimbra esta empresa?
Respostas para clepnanet@gmail.com
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Era uma Vez...


O CER


Centro Experimental de Rádio.

Domingo

O Carteiro

Espaço reservado a alguns mails que vão aparecendo na nossa Caixa de Correio Electrónico.
http://clepnanet.blogspot.com/
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